BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 26 a 35 anos, Persian, English, Sexo, Dinheiro


10/12/2006 a 16/12/2006
20/11/2005 a 26/11/2005
28/08/2005 a 03/09/2005
24/07/2005 a 30/07/2005
17/07/2005 a 23/07/2005
03/07/2005 a 09/07/2005
19/06/2005 a 25/06/2005
27/03/2005 a 02/04/2005
06/03/2005 a 12/03/2005
27/02/2005 a 05/03/2005
20/02/2005 a 26/02/2005
23/01/2005 a 29/01/2005
16/01/2005 a 22/01/2005
02/01/2005 a 08/01/2005
19/12/2004 a 25/12/2004
28/11/2004 a 04/12/2004
07/11/2004 a 13/11/2004
03/10/2004 a 09/10/2004
26/09/2004 a 02/10/2004
19/09/2004 a 25/09/2004
12/09/2004 a 18/09/2004
29/08/2004 a 04/09/2004
25/07/2004 a 31/07/2004
04/07/2004 a 10/07/2004
20/06/2004 a 26/06/2004
13/06/2004 a 19/06/2004
06/06/2004 a 12/06/2004
30/05/2004 a 05/06/2004
23/05/2004 a 29/05/2004
16/05/2004 a 22/05/2004
09/05/2004 a 15/05/2004
02/05/2004 a 08/05/2004
14/03/2004 a 20/03/2004
07/03/2004 a 13/03/2004
29/02/2004 a 06/03/2004
15/02/2004 a 21/02/2004
08/02/2004 a 14/02/2004
01/02/2004 a 07/02/2004


Dê uma nota para meu blog


 O Cinema do Mundo
 Contravenção Zine
 Self Design
 Coop
 Social Distortion fan site
 Supersuckers
 Rev Horton Heat






O que é isto?
Caixa Preta


A boa picaretagem dura mais...

VILLAGE PEOPLE
16/10/2004
Tom Brasil Nações Unidas

[Cobri esse show para uma revista musical, mas, considerando a peculiaridade do evento, resolvi republicar aqui, ainda que tardiamente]


Nostálgicos casais de meia-idade se multiplicavam na entrada do novo Tom Brasil, dividindo o espaço com alguns fãs tresloucados na casa dos 20 anos e famílias inteiras que compareciam impecavelmente trajadas como se fossem a um baile de debutantes. Dado o surrealismo do evento, a platéia era até normal demais. No palco, era aguardava a mais duradoura e bem bolada armação da música pop em várias décadas: o sexteto Village People. Ícone da era disco, o VP, entre idas e vindas, já chacoalha esqueletos há quase 30 anos e contabiliza nada menos que 65 milhões de discos vendidos.

O público já se refestelava com doses de uísque, salgadinhos e sucessos dos 70’s há duas horas quando, enfim, foram apresentados nos alto falantes o índio, o vaqueiro, o policial, o militar, o operário e o motoqueiro. A grande e bem-sucedida picaretagem do produtor francês Jacques Morali se materializava ali com muitas rugas e quilinhos a mais, mas com a mesma simpatia e cara-de-pau. A formação, acredite, é praticamente a mesma desde 1980. A única mudança foi a entrada de um tal Eric Anzalone no lugar de Glen Hughes, que morreu de câncer em 2001.

Quem esperava ver os seis senhores cantando e dançando com a música de uma banda de apoio, ficou a ver navios. Por outro lado, quem já dava como certo um playback deslavado, saiu no lucro: Ray Simpson, o “policial”, continua cantando e o resto do grupo se empenha em fazer backing vocals razoavelmente afinados.

A produção é modesta –um pano de fundo com uma pintura de Nova York e alguns clipes ocasionais nos telões –, dando a crer que o conjunto prefere investir no carisma e nos passinhos mal ensaiados. Quem viu o filme “Ou Tudo ou Nada”, maior bilheteria da história do cinema inglês, provavelmente lembrou daqueles sujeitos pouco atraentes que se atrapalhavam até nas coreografias mais simplórias. Com o Village People acontece quase a mesma coisa, inclusive no que diz respeito à reação do público feminino: gritos histéricos que parecem motivados mais pela farra que por admiração verdadeira.

Musicalmente, o sexteto não apresentou grandes supresas e seguiu quase à risca o clima de revival que tomava conta do lugar. Eles cantaram e sacolejaram por cima das bases de seus grandes hits “San Francisco”, “In Hollywood (Everybody is a Star)”, “In the Navy” e outros por cerca de uma hora e meia. A abertura trouxe uma arriscada versão de “We’re an American Band”, clássico do Grand Funk Railroad, e foi seguida por uma intrepretação chocha do smash hit “Macho Man”. Os caras trocaram de figurino algumas vezes, para o deleite das vovós, moçoilas e “entendidos” (para usar um termo tão retrô quanto a própria banda). O “operário” David Hodo não fez muita questão de esconder a bem cultivada pança, enquanto Simpson e o “índio” Felipe Rose tentavam disfarçar o efeito do tempo em suas respectivas carcaças.

Lá pela metade do set, o Village People ousou apresentar duas novas canções. “Trash Disco” é quase um medley com os grandes sucessos dos 70’s e a infeliz “Take My Breath Away” fez os caras parecem, mais do que nunca, uma boy band da terceira idade…

Era mais do que esperado e, no bis, eles atacaram com o smash hit “YMCA”, que fez até os octogenários presentes levantarem-se de suas cadeiras numa espécie de catarse disco. A segunda volta ao palco deu-se com outro sucesso das antigas – “Go West” –, encerrando a festa mais nostálgica do ano por aqui. De volta aos EUA, o Village People já embarca como abertura na 17a turnê de despedida da cantora Cher.

Nostalgia pouca é bobagem…

 Escrito por Mr Eddy às 15h54
[ ] [ envie esta mensagem ]



[ ver mensagens anteriores ]